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Recortar ou comprimir? O que fazer quando um vídeo não cabe
Formatos e qualidade

Recortar ou comprimir? O que fazer quando um vídeo não cabe

Daniel CarterPor Daniel CarterPublicado em 31 de julho de 20266 min leitura

O vídeo não cabe. Pode ser um chat que não aceita, um e-mail que devolve ou um formulário com um teto. Nesse momento quase todo mundo faz a mesma coisa: comprimir. E muitas vezes é a pior das duas opções disponíveis.

As duas alavancas fazem coisas diferentes

Comprimir mantém toda a metragem e distribui menos dados pelos mesmos minutos. Recortar mantém a qualidade e fica com menos minutos. Dito assim parece óbvio, mas a consequência nem tanto: se de um vídeo de cinco minutos só importam dez segundos, comprimir está gastando 98% do orçamento de dados com metragem que não interessa a ninguém.

RecortarComprimir
O que conservaA qualidadeA duração completa
O que sacrificaO que fica de foraNitidez no vídeo inteiro
Quanto demoraSegundosAproximadamente o que durar o vídeo
Quando é a certaSó importa um momentoÉ preciso o vídeo inteiro
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A regra prática

Recorte primeiro, comprima depois, e só se precisar. É a ordem correta e quase ninguém segue. Ao tirar a metragem que sobra, o arquivo costuma cair tanto que já cabe sem tocar na qualidade; e se ainda não couber, comprimir um trecho curto exige um aperto muito menor que comprimir o vídeo inteiro.

Com um exemplo fica melhor. Um vídeo de 5 minutos em 1080p ronda os 300 MB e não entra no WhatsApp, que aceita 16 MB. Comprimi-lo inteiro para 16 MB obriga a baixar bastante a resolução. Recortá-lo para os 20 segundos que importam deixa em uns 20 MB, e daí para 16 MB a redução é mínima: nota-se muito menos.

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Quando comprimir é o correto

  • Quando é preciso o vídeo inteiro: uma gravação de família, uma aula completa, um vídeo que você vai arquivar.
  • Quando já está recortado e continua sem caber.
  • Quando o problema é o espaço no aparelho, não um limite de envio: aí não há metragem sobrando.

Quando recortar é o correto

  • Quando você quer citar um momento: uma frase de uma entrevista, uma jogada, o passo específico de um tutorial.
  • Quando o vídeo é longo e o interesse é curto, que é a maioria das vezes.
  • Quando vai fazer um GIF: aí recortar não é uma opção, é um requisito.

Como fazer cada uma

Para recortar, cole o link em cortar vídeo do YouTube — também há para TikTok e Instagram — e marque o trecho; só esse pedaço é baixado. Para comprimir um arquivo que você já tem, o compressor deixa você dizer quanto quer que pese e mostra antes qual resolução sobra.

E se precisa saber de que tamanhos estamos falando antes de decidir, a tabela está em quanto pesa um vídeo.

Perguntas frequentes

O que reduz mais o tamanho, recortar ou comprimir?

Recortar, com folga, quando o vídeo é longo. O tamanho cai proporcionalmente à duração que você tira: deixar 20 segundos de um vídeo de 5 minutos reduz para um quinze avos, e sem tocar na qualidade. Comprimir reduz à custa de nitidez em toda a metragem.

Posso fazer as duas coisas?

Pode, e é o ideal nessa ordem: recorte primeiro e comprima depois só se continuar sem caber. Comprimir um trecho curto exige um aperto muito menor que comprimir o vídeo completo, então o resultado fica melhor.

Recortar perde qualidade?

Não. O trecho chega com a mesma qualidade que teria dentro do vídeo completo: a imagem não é recodificada para encurtar. Comprimir recodifica, sim, e aí sempre se perde algo.

E se eu precisar do vídeo inteiro mas ele não couber?

Aí comprimir é a resposta certa, e convém escolher o tamanho com critério em vez de deixar o aplicativo de destino decidir. Em comprimir sem perder qualidade está explicado o que se perde exatamente e como escolher para que não apareça.

Qual das duas demora menos?

Recortar, e não por pouco: baixa-se só o trecho pedido, então são segundos. Comprimir demora aproximadamente o que durar o vídeo, porque é preciso recodificá-lo inteiro.

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Daniel Carter

Daniel Carter

Redator técnico · Equipe PullVid

Daniel escreve sobre download de vídeo, formatos e ferramentas web na PullVid.

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